A construção naval tem papel importante no desenvolvimento econômico e na autonomia de países costeiros. Os benefícios macroeconômicos criados como o emprego, a mobilização de uma cadeia de fornecedores, o giro da economia e o incentivo ao trading internacional são suficientemente positivos para compensarem as dificuldades intrínsecas à atividade: a baixa lucratividade histórica, a enorme ciclicidade, o equilíbrio quase sempre deslocado à sobrecapacidade, e concorrências desleais.
A exemplo de países como Japão e Coréia que já absorveram os benefícios citados, o Brasil inicia um programa de mobilização para um desenvolvimento mais pujante de sua indústria de construção naval, aproveitando o ciclo de crescimento expressivo das atividades petrolíferas offshore no país. A movimentação criada, juntamente com os investimentos gerados pela demanda garantida, são condições suficientes para deflagrar o processo de desenvolvimento.
O CEGN, com a preocupação de fornecer subsídios ao delineamento de trajetórias favoráveis à perenidade desse ciclo, desenvolveu estudos estratégicos cujos conhecimentos adquiridos servirão como suporte para que a indústria naval nacional possa atingir patamares de competitividade.
Avaliação das forças atuantes no setor, políticas públicas, marcos regulatórios, dinâmica concorrencial
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